ASTRONOMIACIÊNCIAEXPLORAÇÃO ESPACIAL

UNIVERSO EXTREMO

Os devoradores de estrelas existem de verdade

Às vezes, uma estrela se aproxima do lugar errado.

Buracos negros não percorrem o Universo sugando tudo ao redor. Mas, quando uma estrela passa perto demais, a diferença da gravidade entre um lado e outro dela pode superar a própria força que mantém o astro unido.

Esse encontro recebe o nome de evento de disrupção de maré, ou TDE. Por um breve período, o clarão pode rivalizar com a luz de uma galáxia inteira.

A gravidade não puxa toda a estrela igualmente

Quanto mais perto um objeto está de um buraco negro, maior é a atração gravitacional. Em uma estrela, o lado voltado para o buraco negro pode sentir uma força muito maior que o lado oposto. Essa diferença é chamada força de maré.

Se a estrela cruza uma distância crítica, as forças de maré vencem sua própria gravidade. Ela se alonga, se deforma e pode ser transformada em uma extensa corrente de gás — um processo popularmente associado à espaguetificação.

Nem tudo cai de uma vez

Parte do material estelar pode escapar, enquanto outra parte permanece presa à gravidade do buraco negro. O gás que retorna colide consigo mesmo, aquece e pode formar um disco brilhante ao redor do objeto.

À medida que o material se aquece, emite radiação em diferentes comprimentos de onda, incluindo ultravioleta e raios X. É esse clarão que permite aos telescópios identificar um evento ocorrido a milhões ou bilhões de anos-luz.

Um clarão denuncia o invisível

Buracos negros que não estão consumindo matéria podem ser muito difíceis de detectar. Um TDE funciona como um sinalizador temporário: a estrela fornece o material luminoso e revela a presença, a localização e algumas características do buraco negro.

Esses eventos ajudam os astrônomos a encontrar buracos negros fora dos centros de galáxias e a estudar uma faixa de massas que ainda é pouco compreendida.

Toda aproximação termina em destruição?

Não. Simulações mostram que o resultado depende da massa do buraco negro, da densidade da estrela e da trajetória do encontro. Algumas estrelas são destruídas por completo; outras perdem somente uma parte de suas camadas e conseguem escapar.

  • A distância mínima da passagem é decisiva.
  • Estrelas mais densas suportam deformações maiores.
  • O material remanescente pode continuar orbitando e alimentar o buraco negro.

FONTES CONSULTADAS

Para continuar explorando

  1. NASA Science — What Happens When Something Gets Too Close to a Black Hole?
  2. NASA Hubble — Black Hole Tidal Disruption Event
  3. NASA Science — A Black Hole Destroys a Star
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